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Poetar-te

Poetar-te

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O apelo é fortíssimo. Vem da penumbra interior, da porta entreaberta, da pose que há-de ser a possante imagem dum amor maduro. Dum amor caldeado em distâncias incríveis. Dum amor que possui a chave para as áridas distâncias. Do próprio amor distanciado. O apelo está nas vozes tutelares: que desvendam, apaziguam, justificam; está na penumbra, na porta que agora se abre à luz definitiva; está na exposta inocência duma idade de ouro que carregamos, ainda por amor. Está na reunião dos caminhos que atravessam de lado a lado a exaltação das fontes. Esses caminhos agora desvendados. São eles a respiração vibrante da casa que nos recebe. Por isso os amamos. Porque confluem. Porque divergem. Porque sabem do nosso ofício de peregrinar. Porque, fundadores, nunca nos levam definitivamente

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