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Poetar-te

Poetar-te

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Lá fora, na avenida, ruge, de Campos, a Ode Triunfal. A cidade excita-me um sentido novo, um frenesim insensato, um cansaço doloroso da sua presença imanente. Este rumor de massa em movimento é o cerco perfeito para o animal que veio à tona, absoluto, inocente, em liberdade. A invenção da luz prisioneira dos lugares é-me um sentimento de discricionariedade libertina. Tremo de enfrentar, nos dias que seguem, a revelação selvagem do que por ora intuo. As paredes brancas do quarto são de uma transparência tão alheia que descreio da sua existência. Recorro aos íntimos e profundos sítios que me guardarão para sempre. Regresso, todo, num brutal exercício de auto-compaixão, à carne e ao sangue originais, ao acto pleno, à feliz conjugação onde, para sempre, me guardo e me defendo.

 

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