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Poetar-te

Poetar-te

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Não há o espaço que conheço, mas o cerco do vazio. Um vazio concreto, sem a densidade das presenças, sem as vozes que trazem um nome, sem um rosto para os dias. O pensamento é longínquo e obsessivo naquilo que deixei. Difusamente rodeia-me um acervo de vidas em si, perturbadoramente distantes num espaço denso e povoado. Não há as identidades primeiras que a mera existência reconhece. Não há o corpus banal do correr dos dias agregado à carne e ao sangue e ao sentimento. Não há o descer lento da rua para os outros assobiando um refrão de descer lento na plenitude duma tarde. Dum domingo. Dum dia nomeado em que todos nos reconhecemos. Agora não há os tempos átonos da terra em que esperava os teus passos, às vezes para chorar verdadeiramente.

 

 

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